Troca de ficheiros não impede indústria discográfica de crescer

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009, 18:06 7 Comentários

Um estudo da Harvard Business School mostra que a partilha de ficheiros causa menos prejuízo do que se apregoa e não desencorajou a criatividade, pelo contrário.

A análise foi realizada por dois economistas, Oberholzer-Gee e Koleman Strumpf, e pretendeu avaliar o impacto da troca de ficheiros no mundo contemporâneo e refere que, mesmo com o download ilegal, a produção musical mais do que duplicou nos últimos sete anos.

Embora a venda de discos tenha caído desde 2000, o número de álbuns criados aumentou bastante. Se em 2000 foram lançados 35,5 mil discos, em 2007 esse número saltou para os 79,6 mil, onde se incluem 25,1 mil álbuns digitais.

Procurando desmistificar os prejuízos económicos causados pela da troca de ficheiros protegidos por direitos de autor, o estudo, citado pela IDG News, sugere, por exemplo, que o downloadde músicas não representa necessariamente uma venda perdida e que os remixes e os mashups podem incentivar à venda dos temas originais.

Os autores sugerem ainda que a partilha de ficheiros pode representar uma perda de receita de início, mas é compensada por outros factores. Os economistas da Harvard Business School apresentam como exemplo o aumento da procura por espectáculos ao vivo, assim como a subida do preço dos mesmos.

Perante os dados reunidos, Oberholzer-Gee e Koleman Strumpf concluem que o maior acesso do público às músicas e “uma protecção menos vincada dos direitos de autor, aparentemente, beneficiaram a sociedade”.

Tal faz com que a violação dos direitos de autor seja “ambiguamente desejável”, desde que não impeça a produção de novos trabalhos por parte dos artistas e empresas de entretenimento.

Fonte: Tek Sapo

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7 Respostas to “Troca de ficheiros não impede indústria discográfica de crescer”

  1. Sou autor e não me repugna a livre circulação da minha escrita.
    Ler é um direito e quem escreve usa uma linguagem comum.
    Já diferente será a utilização de um escrito para fazer um espectáculo com entradas pagas.
    Neste caso quem ganha deve repartir com quem está na origem do evento.

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  2. Henrique diz:

    Tenho produções intelectuais sobre as quais não reclamo direitos e tenho outras sobre as quais não prescindo delas. Concordo com o comentário de cima, se alguém fizer dinheiro com aquilo que eu produzo, espero que a minha parte esteja garantida.

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  3. matrix diz:

    Concordando com ambos, dou o exemplo do twitter: http://www.pplware.com/2009/06/22/esta-disposto-a-pagar-para-ter-servicos-no-twitter/
    Saudações.

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  4. Rui Costa diz:

    Posso referir que se não fosse a partilha de software, a Microsoft não estaria no patamar que está.

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  5. Os músicos têm que aprender a ganhar o dinheiro nos espectáculos e através das idas a programas de TV, bem como através da venda de Mershandising. No que diz respeito à sua música eles podem optar por um preço bem simbólico, até pensarem em vender a sua música noutros suportes como Pen Drive, MP4 com VideoClips e disponibilizar a sua música para download online grátis, colocando publicidade do site e deixando espaço para donativos através de SMS ou transferência bancária.
    No cinema as coisas devem acontecer do mesmo género. Os filmes devem ser disponibilizados para download a baixo preço no site oficial, site esse que coloca publicidade, ou até grátis sendo que o filme contaria com publicidade integrada ao longo do filme.
    É muito simples encontrar formas de buscar rendimentos para pagar os artistas. Só temos é que pensar um pouco.

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  6. Mr. bones diz:

    Movimento Partido Pirata Português!!!!!!!
    Sim este é o que o mundo precisa!!!
    obrigado!!
    Sr. Osso
    seu Allie dos EUA

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  7. Carlos Fonseca diz:

    Apoiado a 500%%%%!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    VAMOS FAZER HISTÓRIA EM PORTUGAL!!!!!!

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